Em 2013, na COP-19 (Varsóvia), foram definidas as estruturas exigidas para a implementação do financiamento de projetos do tipo REDD+ jurisdicionais.
São elas: o marco jurídico, o mecanismo financeiro, o sistema de Mensuração, Relato e Verificação (MRV) e o sistema de acompanhamento das salvaguardas.
A elaboração do arcabouço legal tem por objetivo criar normas e estruturas capazes de garantir o funcionamento adequado e a segurança jurídica do SJREDD+.
Ao mesmo tempo, deve ser criado um sistema de governança interinstitucional que permita a participação efetiva de partes interessadas e setores sociais envolvidos.
A construção do marco legal necessariamente envolve a participação de Povos Indígenas, Quilombolas, Comunidades Tradicionais e Agricultores Familiares (PIQCTAF).
Afinal, eles não apenas detêm direitos territoriais, mas também, em grande medida, são os responsáveis pela execução das ações conservacionistas.

O arranjo jurídico busca institucionalizar a política de REDD+, tornando-a uma ação de Estado e não apenas de governo. Para isso, é preciso fortalecer a governança e garantir a participação de diferentes setores da sociedade.
Em julho de 2023, Semas, TNC, IPAM, CNS, FEPIPA e MALUNGU elaboraram planos de ação para informar, engajar e capacitar as comunidades (PIQCTAF) mapeadas.
De setembro de 2023 a maio de 2024, foram realizadas 24 oficinas regionais sobre temas associados às mudanças climáticas, o REDD+ e a criação do SJREDD+.