a) Anteprojeto de Lei do SJREDD+
Para que o Sistema Jurisdicional de REDD+ do Pará se torne uma política de Estado, perene, e não apenas iniciativa de uma administração específica, é preciso que ele seja implementado por meio de uma lei. O anteprojeto de lei traz as diretrizes para a implementação e funcionamento do SJREDD+, define os objetivos e princípios orientadores da política pública e estabelece como deve ser o arranjo da governança e a governabilidade do sistema.
Conheça aqui a íntegra do Anteprojeto de Lei SJREDD+.
b) Repartição de benefícios do SJREDD+
A Estratégia de Repartição de Benefícios busca criar um modelo que compense quem conserva o Meio Ambiente e contribui para a redução de emissões.
Alinhada ao novo marco regulatório nacional, ela reconhece o direito de Povos Indígenas, Quilombolas e Comunidades Tradicionais aos créditos de carbono e considera a proporcionalidade dos estoques como critério da repartição.
Por isso, a maior parte dos benefícios será destinada às populações da floresta. Os recursos serão utilizados em políticas públicas de conservação e de incentivo à produção sustentável, por meio do financiamento de programas e subprogramas do Plano Estadual Amazônia Agora (PEAA). Há ainda benefícios não financeiros, como apoio a projetos de baixo carbono e assistência técnica para a conservação.
A proposta de Repartição de Benefícios depende da aprovação nas instâncias de governança, do processo de Consulta Pública e das Consultas Livres, Prévias e Informadas (CLPI).
A proposta inicial prevê a destinação de 52% das receitas para populações tradicionais, 14% para Agricultores Familiares e 19% para órgãos de Estado de combate ao desmatamento e de regularização fundiária.
Conheça aqui a íntegra da Proposta de Repartição de Benefícios.
A proposta destina:
Repartição de Benefícios:
c) Subprogramas e mecanismos de acesso do SJREDD+
Por meio de subprogramas alinhados ao Plano Estadual Amazônia Agora (PEAA), os recursos de REDD+ recebidos vão financiar ações e projetos que fortalecem os territórios, os modos de vida e os direitos dos Povos Indígenas, Quilombolas, comunidades Extrativistas e Agricultores Familiares.
Os subprogramas alcançam temas como proteção da floresta, saúde e educação, regularização fundiária e fortalecimento da governança local.
52% | CONSERVAÇÃO, MANEJO SUSTENTÁVEL E VALORIZAÇÃO DOS TERRITÓRIOS FLORESTAIS
Políticas Públicas
14% | PRODUÇÃO AGRÍCOLA SUSTENTÁVEL
Políticas Públicas
19% | PROTEÇÃO E ORDENAMENTO TERRITORIAL
Políticas Públicas
15% | GOVERNANÇA E GESTÃO DO SISTEMA JURISDICIONAL DE REDD+
Políticas Públicas
Os mecanismos de acesso aos recursos de REDD+ são um conjunto de processos e diretrizes criados para facilitar a obtenção e a distribuição de financiamento para as ações previstas nos subprogramas, de modo que os recursos sejam alocados de maneira eficaz e transparente.
A Companhia de Ativos Ambientais e Participações do Pará S.A. (CAAPP) é a responsável pela gestão e comercialização dos créditos de carbono gerados pelo SJREDD+, além de assessorar o estado no processo de solicitação da certificação.
Os recursos recebidos pela venda dos créditos de carbono devem ser internalizados por um intermediário financeiro acreditado pelo Fundo Verde do Clima, também conhecido como GCF (Global Climate Fund). No Brasil, são instituições acreditadas o BNDES, a Caixa e Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio).
Conheça a proposta dos Subprogramas e Mecanismos de acesso ao REDD+