REDD+ significa Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal – o símbolo + reúne outras ações de conservação e de manejo sustentável, como os sistemas agroecológicos praticados pelas comunidades tradicionais.
Efetivado em 2010, a partir da COP-16 (Cancún), o REDD+ foi criado para apoiar países em desenvolvimento a financiar a conservação de suas florestas.
O mecanismo REDD+ recompensa financeiramente por bons resultados obtidos no combate ao desmatamento e à degradação florestal.
Como funciona? Estabelecido um nível de referência de emissões, com base em anos anteriores, monitora-se o nível de conservação das florestas a partir de então.
Verificada a redução das emissões por desmatamento e degradação, certificada por auditorias independentes, essas emissões evitadas geram créditos de carbono.




Crédito de carbono é um certificado que representa uma tonelada de gases de efeito estufa (GEE) que deixou de ser emitida ou que foi removida da atmosfera.
Oriundos do Protocolo de Kyoto (1997), e em vigor desde o ano de 2005, os créditos de carbono são um mecanismo criado para combater as mudanças climáticas.
Créditos de carbono podem ser gerados em projetos ambientais que recuperem as florestas (restauração) ou que as preservem (conservação).
Ao adquirir créditos de carbono para compensar suas emissões de GEE, empresas e governos financiam iniciativas de conservação, como o REDD+.
Com 1.000.000 km² de florestas tropicais intocadas, o Brasil é um dos principais atores do mercado de carbono global.




Mudanças climáticas são alterações significativas e duradouras no clima da Terra, como variações na temperatura média global, nos padrões de chuva, nos ventos e na frequência e intensidade de eventos extremos, como secas, enchentes, ondas de calor e furacões.
Segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC/ONU), o aquecimento observado desde meados do século 20 se deve principalmente às ações humanas, como a queima de combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás), o desmatamento e a agropecuária.
Essas ações emitem gases como o dióxido de carbono (CO₂), o metano (CH₄) e o óxido nitroso (N₂O), chamados de Gases de Efeito Estufa (GEE) por intensificarem o fenômeno natural que mantém a Terra aquecida, mas que, em excesso, provoca o aumento da temperatura global.
Em suma, mudanças climáticas são o resultado do desequilíbrio no sistema climático causado pelo aumento anormal da concentração de GEE, levando ao aquecimento global e às alterações climáticas correlatas.